Dica da semana: “Cartas do Inferno”

Calma, irmão, não se turbe o seu coração por causa do título do livro! hahaha =P O autor é o nosso querido e conhecido C.S.Lewis, esse senhorzinho simpático da foto ao lado. (autor de As Crônicas de Nárnia e Os Quatro Amores). O livro foi escrito em 1942 e seu título original é The Screwtape Letters (foi publicado no Brasil com os títulos Cartas do Inferno e Cartas de um diabo a seu aprendiz). Mas não se enganem pela data. Aqueles que já tiveram a chance de ler nem que fosse apenas uma das cartas perceberam quão atual a obra é.

O livro é composto por 31 cartas enviadas de um diabo experiente, Screwtape (ou Morcegão, como a tradução portuguesa) ao seu sobrinho, o diabo iniciante Wormwood (ou Cupim). Nestas cartas, Screwtape dá orientações ao seu aprendiz e o ensina as melhores estratégias de tentações. Vale ressaltar que as cartas são sempre e somente do Screwtape para o Wormwood. Assim, nós somos levados a imaginar o que Wormwood descrevia em suas cartas, como as situações que ele descreve ocorriam e também somos apresentados a uma certa “hierarquia” do inferno. Ou seja, nós vemos a história acontecer enquanto lemos as respostas e orientações do experiente diabo ao seu sobrinho aprendiz. Vale ressaltar alguns detalhes sobre as Cartas que podem confundir às vezes: os valores são invertidos! Assim, quando Screwtape fala de Deus, ele o chama de “Inimigo” e, ao se referir a Satanás, chama de “Nosso Pai” ou “Nosso Pai lá de baixo”. Os seres humanos são os “pacientes”. E a tarefa dos diabos é confundir, não ensinar, como o próprio tio diabólico explica ao sobrinho logo na primeira carta.

É impactante, por vezes assustador, perceber como essas estratégias são reais. Volta e meia vc se pega pensando: “Caramba, isso já aconteceu mesmo comigo!”. A leitura fica cada vez mais empolgante, até porque a gente fica querendo saber o que acontece com o homem que é tentado por Wormwood, a quem os diabos chamam de “paciente”. Ao mesmo tempo, nos identificamos com o paciente e pensarmos em nossas próprias ações e reações às investidas do tentador enquanto lemos sobre as atitudes daquele homem sem nome. Mas a melhor sensação que o livro traz é a de que até os diabos sabem do poder de Deus, do Seu grande (e odiado por eles) amor para conosco e da Sua Igreja. A Igreja que Screwtape chama de um “exército furioso marchando com suas bandeiras”. Somos lembrados da nossa incapacidade e fraqueza, somos humilhados por nossa própria consciência, que nos lembra que dependemos completamente de Deus. Percebemos no livro situações nas quais ja caimos tantas vezes que somos levados a chegar à fatal conclusão: Se não fosse a misericórdia de Deus, eu REALMENTE já teria morrido!

O livro não é caro e pode ser comprado na Scariz (eu comprei o meu lá) ou em sebos e livrarias virtuais como a Estante Virtual ou o Submarino. Vale muito a pena, seja qual for a edição que você comprar! Eu sou tão fã que tenho a versão inglesa também HAHAHA! =P Super indico, hein?! Fica pra vcs a frase que mais curto no livro todo:

“Nós criamos gado, para depois devorá-los; o Inimigo cria servos que mais tarde transformará em filhos. Nós estamos vazios e precisamos deles para nos preencher; Ele está cheio e transborda.” 

God bless! :*

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