“Os Quatro Amores” – um novo-velho conceito de amor

   A paz do Senhor pra todo mundo aee \o/ A minha dica de hoje é sobre um ótimo livro, de autoria do escritor cristão C. S. Lewis, chamado “Os Quatro Amores”. Primeiro um pouco sobre o autor: C. S. Lewis nasceu na Irlanda, em 1898. Foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Como autor cristão, ele foi incomparável. Suas obras são conhecidas, em tradução, por milhões de pessoas no mundo inteiro. Escreveu também livros de ficção científica, de crítica literária e livros infantis. Entre eles estão “As Crônicas de Nárnia”, sucesso mundial. C. S. Lewis morreu em 22 de Novembro de 1963, em sua casa em Oxford, na Inglaterra.

  Em “Os Quatro Amores”, Lewis fala sobre quatro tipos de “amores naturais”: a Afeição, a Amizade, o Eros e a Caridade. Cada tipo de amor é exposto por ele, caracterizado e descrito detalhadamente, tanto em suas glórias como em seus perigos. Discorrendo a partir da Afeição – o amor capaz de unir as personalidades mais conflitantes –

Capa da 2ª edição

passando pela Amizade –  “o mais espiritual dos amores”, fruto da atividade do grande Mestre de Cerimônias – chegando até o Eros – intenso, livre, dedicado e sem interesses – e, por fim, à Caridade – aquele que é a própria presença do Amor Absoluto em nós – Lewis consegue empreender no leitor, de maneira instigante e constante, a sensação de que não entendíamos a palavra “amor” e o que Deus queria nos dizer com ela quando inspirou Paulo a escrever 1 Coríntios 13.

   Com a leitura desse livro, pude compreender coisas que antes
estavam obscuras. É incrível quando a gente entende que o Senhor, que é Soberano, governa também nossos amores naturais e os torna melhores. Deus mesmo nos capacita para amar! “Os Quatro Amores” muda conceitos, é um “livro de mão de Deus” mesmo e, além do seu conteúdo ser extremamente importante para nós, a leitura é muito prazerosa. Lewis fala como quem aconselha um amigo, como um mestre que discorre sabiamente a seu aprendiz. Falta falar mais alguma coisa? Ah sim! Eu tenho o livro haha! E olhe, sério mesmo, VALE A PENA viu? E ta até baratinho nas livrarias virtuais dessa vida ;) Comprem, leiam, curtam e APRENDAM! Deixo vocês com alguns dos trechos que eu mais curti, sobre cada um dos amores:

   “A Afeição expande nossa mente; de todos os amores naturais,
é o mais universal, o menos exigente, o mais amplo. (…) ensinando-nos
primeiro a perceber, depois a suportar, depois a sorrir, depois a gostar e
finalmente a apreciar as pessoas que ‘por acaso estão ali’. Elas foram feitas pra nós?Não, graças a Deus. Em si mesmas, são mais estranhas do que você acreditaria, e valem mais do que imaginaria. (…) A Afeição ‘não espera muito’, não presta atenção nos defeitos, renova-se facilmente depois das brigas, assim como a caridade que é sofredora, é benigna e perdoa. A Afeição abre nossos lhos para uma bondade que não seríamos capazes de ver ou não teríamos apreciado sem ela.”

“Mas na Amizade, que é livre de tudo isso, nós imaginamos
ter escolhido nossos pares. (…) Mas, para um cristão, não existem,
estritamente falando, acasos. Há um Mestre de Cerimônias invisível em
atividade. Cristo – que disse a seus discípulos: ‘Vocês não me escolheran, mas eu os escolhi’ – pode verdadeiramente dizer a todo grupo de amigos cristãos: ‘Vocês não escolheram uns aos outros, mas eu os escolhi uns para os outros’.”

“Quando Eros está em nós, sua marca é justamente essa:
preferimos partilhar a infelicidade com a Amada do que ser felizes de outro modo. (…) É como se Cristo nos dissesse por meio de Eros: ‘É assim – exatamente assim, com a mesma prodigalidade, sem pensar nos custos – que você deve amar a mim e ao menor dos seus irmãos’.”

“Existe algo em cada um de nós que não pode ser amado
naturalmente. Não é defeito dos outros não amá-lo. Só o que é amável pode ser amável naturalmente. (…) Apesar disso, podemos receber perdão, misericórdia e amor pela Caridade – não há outro modo. (…) não estão sendo amados por serem amáveis, mas porque o Amor Absoluto está naqueles que os amam.”

God bless :*

4 respostas em ““Os Quatro Amores” – um novo-velho conceito de amor

  1. Belo post Carol!

    É interessante lembrar que as conversas de C.S. Lewis com seu grande amigo Tolkein o conduziram à busca pelo real sentido da vida no cristianismo ;-)

    Seu irmão, amigo, pastor e fã de Lewis e Tolkein,

    Alan Kleber

  2. Cm sempre… C. S. Lewis arrasando xD

    Pelo oq eu percebi o livro deve ser ÓTIMO e dá pra perceber mto claramente que por trás de tdos os tipos de amores – afeição, amizade, eros e caridade – tem o ‘dedinho de nosso Deus Todo Poderoso no meio ^^

    Amei o post :*

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